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Veraneante em Fontanelas, Vergílio Ferreira evoca estas paragens na sua obra, nomeadamente na obra Até Ao Fim. Eis um extrato, num registo claramente vergiliano:
"Logo que amanheça. Logo que se cumpra o ritual da morte. Tomarei banho, lustral e novo. Ou no terraço da moradia das Azenhas, olhar o sol, respirar fundo o aroma do sem fim." Ou então, estendendo o olhar pelo recortado da costa: "para norte, vejo núcleos de luzes à beira-mar. Magoito, talvez, mais longe luzes indecisas, Ericeira? aguentam a vigília da noite que finda." mas, de quando em quando, vem a presença augusta da serra, ao longe, cheia de formas e nevoeiros: "Para nascente, parece-me, uma ilusão insinuada difusa. na linha da serra, linear o perfil do palácio, um galo cantou no impossível."

Fernando Morais Gomes
Presidente da Alagamares-Associação Cultural